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Conheça as 6 principais doenças que podem atingir a cultura do milho na safra 2020/21

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doenças do milho

As doenças na produção de milho ainda preocupam. Mesmo atingindo altas produtividades nas últimas safras, é importante estar atento e garantir uma boa nutrição para as plantas enfrentarem esse desafio.

A produção de milho no Brasil para as três safras 2020/2021 está estimada pela CONAB em aproximadamente 105,2 milhões de toneladas. Um aumento de 2,6% em relação à safra anterior. E consumo doméstico projetado, também pela CONAB, foi de 71,8 milhões de toneladas, aumento de 4,6%.

O milho é o cereal mais produzido em nosso país, além de ser um dos mais importantes para diversos setores econômicos, como a pecuária e o setor alimentício. No entanto, para produzir um milho de qualidade, conseguir atingir grandes produtividades e atender a demanda do grão, é preciso ter uma lavoura bem nutrida e saudável.

Por isso, conhecer as principais doenças que podem atingir o seu milharal nesta safra ajuda na antecipação do manejo e evita perdas econômicas. Sendo assim, trouxemos as principais doenças que podem estar presentes na safra 2020/2021, fique atento!

1.  Estria bacteriana – Xanthomonas vasicola pv. vasculorum

Essa doença é nova para a cultura do milho e foi identificada no Brasil em 2018, no estado do Paraná. Porém, a doença já estava presente em 1949 na África do Sul, em 2016 nos Estados Unidos e em 2017 na Argentina.

Causada por uma bactéria, a doença reduz a área foliar ativa da planta, diminuindo a fotossíntese. Com menor taxa de fotossíntese, a planta tem menos energia e consequentemente diminui sua produção de grãos. Segundo pesquisadores do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) essa perda pode chegar em até 50% da produtividade.

Foto: Leite Jr. et al. – IAPAR

Mesmo não estando presente em todas as regiões produtoras de milho, é importante ficar atento aos sintomas do milharal. Isso porque a bactéria que causa a estria bacteriana do milho pode ser disseminada por meio da chuva, vento, água de irrigação e equipamentos como tratores, implementos, colheitadeiras e caminhões.

O método de controle mais eficiente é a prevenção. Uso de sementes certificadas e desinfestação de equipamentos, rotação de culturas, além da escolha correta da cultivar são as medidas mais importantes para não deixar que a bactéria se instale na lavoura.

2.   Enfezamentos por molicutes – espiroplasma (Spiroplasma kunkelii) e fitoplasma (Maize bushy stunt)

Os enfezamentos são doenças do milho causadas pela infecção da planta por bactérias denominadas molicutes. A doença  pode ocorrer em 100% das plantas de uma lavoura de milho no campo causando até a perda total da produção.

Há dois tipos de enfezamentos: a doença denominada enfezamento-pálido (causada por espiroplasma), e a doença denominada enfezamento-vermelho (causada por fitoplasma). O que diferencia as duas são os sintomas observados nas plantas. 

Enfezamento pálido e enfezamento vermelho. Fotos: Monica Debortoli – Elevagro

No enfezamento vermelho, os sintomas típicos da doença são o avermelhamento intenso e generalizado da planta, além de encurtamento de internódios. A doença prejudica o crescimento das espigas e dos grãos, que podem apresentar-se pequenos, manchados, frouxos na espiga ou chochos, devido ao seu enchimento incompleto.

Já no enfezamento pálido, as folhas  apresentam estrias esbranquiçadas irregulares, a partir da base. O crescimento da planta pode ser drasticamente reduzido, tornando-a raquítica e improdutiva. Assim como no enfezamento vermelho os grãos podem apresentar-se pequenos, manchados, frouxos na espiga, ou chochos.

A doença é transmitida pela cigarrinha Dalbulus maidis, que ao se alimentar da seiva das plantas faz com que os molicutes invadam a planta e multipliquem-se nos tecidos do milho, além de serem transmitidos de plantas doentes para plantas sadias.

Estes sintomas podem variar dependendo do nível de resistência do genótipo, da idade das plantas ao serem infectadas e das condições ambientais, principalmente a temperatura. A principal medida de controle é a utilização de variedades resistentes, não fazer plantio milho sobre milho e o controle da cigarrinha, o inseto transmissor.

3. Cercosporiose – Cercospora Zeae-maydis

Sendo uma das mais importantes doenças foliares do milho, a cercosporiose é causada por um fungo e atinge todas as regiões produtoras. Ocorreu severamente no Brasil, pela primeira vez, no ano de 2000, no Sudoeste de Goiás (Rio Verde, Jataí, Montividíu, Mineiros).

A cercosporiose do milho é capaz de reduzir de 20% a 60% a produção de grãos, dependendo da suscetibilidade do híbrido. Os danos estão associados à perda de área foliar fotossintética, especialmente das folhas medianas e superiores.

Foto: Luciano Viana Cota – Embrapa

Os sintomas ocorrem nas folhas com lesões paralelas às nervuras. Inicialmente a cor das lesões varia de verde a marrom. Porém, em condições de alta umidade as folhas podem ficar cobertas de esporos, adquirindo coloração cinza.

A principal medida de controle é o uso de híbrido resistente, além da aplicação de fungicidas. O uso de rotação de culturas e evitar sucessão de milho em palhada também podem diminuir a infecção do fungo.

4.  Mancha branca – Phaeosphaeria maydis e Pantoea ananatis

Também causada por fungos, a mancha branca pode reduzir em até 60% a produção de grãos. Isso se os sintomas nas folhas estiverem entre 10% e 20% da área foliar, em cultivares susceptíveis. Com a grande demanda de energia dos novos híbridos que vêm surgindo, a perda de área foliar causa sérios prejuízos.

A mancha branca se desenvolve iniciando nas folhas inferiores e concentradas em pequenas colônias perto das nervuras, ocorrendo principalmente após a época do florescimento ou no final do ciclo da planta. A doença foliar muito comum no milho de segunda safra, período que o clima é mais úmido e propício para o seu desenvolvimento.

Foto: Fabrício Lanza – Embrapa

As lesões inicialmente ter cor verde pálido ou cloróticas, posteriormente evoluem para a cor parda, com borda definida de cor escura. Mais uma vez, a melhor medida de controle é o uso de híbridos resistentes. Além disso, a pulverização de fungicida específico pode reduzir a intensidade da doença.

5.  Ferrugem polisora – Puccinia polysora

A cultura do milho pode ser atingida por três tipos de ferrugem: a ferrugem comum, causada pelo fungo Phyzopella zeae; a ferrugem branca, que tem o agente causal o fungo Puccinia sorghi; e a ferrugem polisora, que é a que mais pode causar danos na lavoura.

Ferrugem polisora. Foto: Rodrigo Veras da Costa – Embrapa

Está distribuída por toda a região Centro-Oeste, Noroeste de Minas Gerais, São Paulo e parte do Paraná, podendo reduzir em mais de 50% a produtividade da cultura. Temperaturas entre 26 °C e 30 °C, alta umidade relativa do ar e altitude inferior a 700 metros, são fatores favoráveis ao aparecimento da doença.

O uso de híbridos ou variedades resistentes é a medida de controle mais eficaz. A época de plantio e o controle preventivo com fungicidas, dependendo da região também são importantes para evitar problemas com a ferrugem na lavoura.

6.  Helmintosporiose – Exserohilum turcicum

Apesar da maior incidência do fungo E. turcicumi na causa da helmintosporiose, a doença também pode ser causada pelos fungos Bipolaris maydise e Bipolaris zeicola (Helminthosporium carbonum).

Os sintomas ocorrem nas folhas, são necróticas, elípticas, medindo de 2,5 a 15 cm de comprimento. As primeiras lesões aparecem nas folhas mais velhas e, em condições de ataque severo, pode ocorrer a queima completa dos tecidos foliares.

Foto: Luciano Viana Cota – Embrapa

O problema tem sido maior em plantios de segunda safra e as perdas podem atingir a 50% da produção em ataques antes do período de floração. Temperaturas moderadas, entre 20 e 25 °C, e umidade relativa acima de 90% são ideais para o desenvolvimento da doença.

O manejo do complexo helmintosporiose depende principalmente do híbrido utilizado. Na ausência da resistência genética, a rotação de culturas é fundamental. Em conjunto com os híbridos resistentes, o uso de fungicidas também é importante. Além disso, pesquisas recentes apontam que o uso de leveduras em produtos biológicos poderia reduzir a severidade da doença.

Nutrir para proteger. A Amazon AgroSciences te ajuda nisso!

A adequada nutrição da lavoura de milho é umas das boas práticas de cultivo para alcançar ótimos resultados na produção. Além disso, plantas bem nutridas conseguem ter maior tolerância ao ataque de doenças, quando falamos em produção.

Ter uma lavoura bem nutrida, e o manejo da adubação feita de forma correta, é uma das 5 melhores práticas para o cultivo de cereais recomendadas pelos técnicos da Amazon AgroSciences.

Além de todos os fertilizantes organominerais de alta tecnologia que a Amazon AgroSciences produz, temos o SEAGRASS, extrato líquido de algas com máxima qualidade. Que é obtido de algas marinhas Aschophyllum nodosum, que consegue estimular o maior crescimento de raízes, aumentando suas massas (verde e seca). E ainda contém osmoprotetores, compostos como betaínas, que ajudam a proteger plantas contra tensões associadas à seca, geadas e condições de salinidade.

Saiba mais sobre o uso de fertilizantes à base de algas marinhas

Mas não é só isso, a tecnologia da formulação do SEAGRASS também proporciona um efeito de indução de resistência a doenças, principalmente doenças fúngicas. SEAGRASS contém elicitores, que são carboidratos de cadeia curta que ativam mecanismos de defesa natural das plantas.

SEAGRASS simula um ataque de fungos e desencadeia uma resposta defensiva natural, induzindo o desenvolvimento de uma resistência sistêmica adquirida (SAR) e aumentando a resistência das plantas contra doenças (ISR) pelos mecanismos de:

● Aumento da produção de fitoalexinas (compostos antimicrobianos);

● Aumento da produção de enzimas de defesa (quitinases, peroxidases).

Na lavoura, o SEAGRASS deve ser usado como um suplemento nutritivo dentro de um programa completo de fertilização para a cultura. Além disso, pode ser aplicado e misturado no tanque com a maioria dos fertilizantes e defensivos.

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